No que creio, 6 anos depois.

Junho 12, 2011

E cá estamos nós para meu post anual (quem sabe neste ano não posto mais?). Anyway, um conjunto de fatores me levou a postar de novo aqui. Em primeiro lugar, alguns alunos me adicionaram no Skoob e eu resolvi atualizar minha estante. Enquanto atualizava, notei que poderia marcar quando teria lido cada um de meus livros. Obviamente não lembro de datas exatas, mas sei mais ou menos a época em que lia determinados livros. Me lembrei que, no meu blog antigo, eu comentava por vezes sobre os livros que andava lendo; assim, procurei nos arquivos algum indício das datas em que havia lido alguns dos meus livros. Nessa busca, achei um post interessante (de 22/04/2005) que cito na íntegra abaixo:

Tae, pra quem frequenta este blog e se pergunta no que diabos eu acredito, segue abaixo o resultado dum desses testes de internet, que avalia em qual religião o sujeito se encaixa melhor. O teste é meio ruim, pois eles misturam numa mesma questão, origem da vida e evolução, por exemplo. Mas no geralzão dá pra ter uma noção.

Vejam o resultado:

# 1. Mainline – Liberal Christian Protestants (100%)
# 2. Mainline – Conservative Christian Protestant (98%)
# 3. Orthodox Quaker (97%)
# 4. Seventh Day Adventist (88%)
# 5. Eastern Orthodox (85%)
# 6. Roman Catholic (85%)
# 7. Liberal Quakers (77%)
# 8. Islam (70%)
# 9. Orthodox Judaism (70%)
# 10. Unitarian Universalism (64%)
# 11. Reform Judaism (62%)
# 12. Christian Science (Church of Christ, Scientist) (54%)
# 13. Theravada Buddhism (52%)
# 14. Bahá’í Faith (50%)
# 15. Sikhism (48%)
# 16. Non-theist (47%)
# 17. Hinduism (47%)
# 18. Neo-Pagan (45%)
# 19. Mahayana Buddhism (44%)
# 20. Church of Jesus Christ of Latter-Day Saints (Mormons) (43%)
# 21. Jehovah’s Witness (43%)
# 22. Jainism (42%)
# 23. New Thought (41%)
# 24. Secular Humanism (41%)
# 25. New Age (40%)
# 26. Scientology (37%)
# 27. Taoism (32%)

Pra quem quiser fazer o teste, segue o link.

Amém

Confesso que, ao ver o post, fiquei curioso em saber o resultado que encontraria hoje. Minha noiva hoje mesmo me disse que “torce pra que eu vire ateu”, e sei que alguns de meus alunos até mesmo me vêem assim. Pois bem, fiz o teste novamente. Eis o resultado (clicarei no botão de resultado agora, enquanto termino de digitar esta frase):

#1. Liberal Quakers – Religious Society of Friends (100%)
#2. Secular Humanism (94%)
#3. Mainline – Liberal Christian Protestants (92%)
#4. Unitarian Universalism (84%)
#5. Orthodox Quaker – Religious Society of Friends (77%)
#6. Seventh Day Adventist (77%)
#7. Mainline – Conservative Christian Protestant (72%)
#8. Reform Judaism (66%)
#9. Non-theist (66%)
#10. Eastern Orthodox (60%)
#11. Roman Catholic (60%)
#12. Neo-Pagan (53%)
#13. Theravada Buddhism (44%)
#14. New Age (44%)
#15. Bahai (43%)
#16. Hinduism (40%)
#17. Taoism (37%)
#18. Orthodox Judaism (34%)
#19. Church of Jesus Christ of Latter-Day Saints (Mormons) (33%)
#20. Scientology (33%)
#21. Christian Science Church of Christ, Scientist (31%)
#22. Sikhism (31%)
#23. New Thought (30%)
#24. Islam (29%)
#25. Mahayana Buddhism (27%)
#26. Jainism (24%)
#27. Jehovahs Witness (23%)

Fiquei no mínimo surpreso em ter tido, desta vez, mais identificação com os Quakers (que conheço mais da aveia). Algo que chama a atenção é o fato do humanismo secular ter subido tanto, algo que provavelmente agradará meus amigos ateus. Confesso que tive dificuldade em responder algumas questões desta vez, e por vezes eu talvez ficasse mais à vontade respondendo “não sei”. Enfim, vamos ver como as coisas estarão daqui uns 5 anos novamente.

Meu Zeebo, minha revorta

Março 31, 2010

Faz quase um ano que eu escrevi aqui pela última vez. As razões são as mais variadas, mas pra ficar numa das mais próximas ao suposto objetivo deste blog, eu pouco me revortei neste meio tempo. Houve na verdade um episódio de revorta que ficou sem expressão e que agora vem à tona por conta de sua quase repetição. Me explico.

No final de novembro do ano passado eu comprei um Zeebo. Zeebo, pra quem não sabe, é um console-celular da Tectoy, empresa outrora famosa por seu papel singular na indústria nacional de games, que por uma série de decisões provavelmente acertadas do ponto de vista comercial, mas duvidosas do ponto de vista da imagem conquistada com os consumidores de primeira hora, passou a ser motivo de ódio de boa parte da comunidade gamer. Eu sou dos que não odiava a empresa e mesmo agora não odeio, mas a série de fatos relacionada a meu Zeebo começa a me deixar deveras puto.

Em dezembro, logo quando pus as mãos no console (porque tinha mandado entregá-lo na casa da sogra; o frete era mais em conta), percebi um problema. Um dos jogos instalados na memória do video-game deixou de funcionar. Depois de sucessivas e frustradas tentativas de resolver a coisa de casa mesmo, precisei mandar o videogame para uma assistência técnica. Eu tinha poucos dias de férias restantes e logo voltaria pra Conquista. Não há assistência técnica da Tectoy em Conquista (e me pergunto por quê), portanto a devolução do videogame tinha que se dar antes da minha viagem de volta, no dia 20 de janeiro. Pois bem, eles entregaram a tempo, mas não sem um tremendo desgaste de minha parte. Eu tive que fazer diversas ligações interurbanas para o SAC da Tectoy (ponham um 0800, please), além de ter que viajar cerca de 80 Km para levar e buscar o videogame na assistência mais próxima. Quando o videogame voltou, os jogos tinham perdido todos os saves. Enfim, apesar do problema ter sido resolvido, digamos que eu não saí lá muito feliz da história.

Mas o tempo passou e nesses quase 3 meses desde o retorno do meu console, minha vida vinha sendo feliz. Eu terminei alguns dos jogos que tinha comprado, outros já os tinha bem adiantados. Dois deles especialmente, Galaxy on Fire e Zenonia, são jogos bastante longos e eu já estava bem adiantado em ambos. Assim, eu já havia praticamente esquecido o transtorno inicial com o console. Além disso, há coisa de um mês a Tectoy fez uma pesquisa com os donos do console e os premiou com 15 reais em créditos para jogos pela participação. Ou seja, eu estava bastate satisfeito e tudo ia bem. Mas quando tudo vai muito bem…

Hoje, ao tentar procrastinar um pouquinho, liguei meu console, fui ao menu e, ao selecionar o Galaxy on Fire, a tela da TV ficou preta e depois apresentou um famigerado “AV Sem Sinal” em letras brancas dentro de caixas cinza-escuras. Eu já tinha visto isso acontecer, supus ser um dos muitos travamentos dos quais o videogame costuma ser acometido e fui para a solução tradicional: tirar da tomada e recolocar. E nada. Os leds seguiam acesos num azul sólido e frio. Meu Zeebo morreu.

Mandei um email bem educado manifestando minha insatisfação para a Tectoy: não quero meu dinheiro de volta, mas quero meu Zeebo de volta sem ter que gastar dinheiro pra isso. Assim, enviei um email invés de ligar, e pedi que o console fosse mandado e retornado da assistência via sedex, pago pela própria Tectoy. Eu ficaria ainda mais feliz se eles, como política de reparação, me dessem alguns créditos de graça ou mesmo um jogo, porque sei que vou perder os saves dos jogos. Esse é um problema claramente ligado ao fato do videogame ter todos seus jogos comprados via download e armazenados no console. Assim, se o videogame dá pau, você perde tudo que estava lá. Burrice da Tectoy em não liberar a entrada SD do videogame, até agora inútil, para o armazenamento de informações como save de jogos e coisa que o valha.

Enfim, a novela recomeça e eu não estou contente. Mandei o email esta madrugada e pedi retorno antes do feriado, ou por email, ou por telefone. Fico no aguardo e retorno aqui para contar o desenrolar e o possível (e rápido, assim espero) desfecho da história.

Parabéns

Maio 5, 2009

In (Brazilian) Portuguese, when it is someone’s birthday, the word used to compliment the person is “parabéns”. Usually parabéns is translated to “congratulations”, but those two words doesn’t have the exact same meaning. The meaning of a word is defined by its usage (as I agree with Skinner’s definition, which is a bit more polished than this), and the word “parabéns” is used whenever you want to compliment a person for something he or she has achieved or done. Usually, the word implies some “responsibility” to the person for that particular achievement. So it is common to say “parabéns” when someone’s got a good grade in a test, for instance. But saying “parabéns” when it is someones birthday sounds a bit odd for me. As far as I know, the person has no responsibility at all for the fact of being born in that specific day, so why saying “parabéns” to the person? To make myself a bit clearer, it would be like saying “well done!” in someone’s birthday. Wouldn’t that  sound odd?

It seems that there’s no such problem in using the word “congratulations” in English, though. As it comes from the Latin, “congratulari”, which itself seems to come from “co” (with) and “gratus” (pleasing), it literally means “being pleased with the person” or “feeling the same pleasure the person feels”. The construction is similar to “compassion”, which means “feeling the same as the other person”, usually the same pain. So “congratulations” doesn’t imply any responsibility.  Well, to be fair with the word, etimologically speaking “parabéns” didn’t imply responsibility at first. “Parabéns” is the plural of “parabem”, from para-bem, literally “for good”. So it is more like wishing that what happened to the person works “for good”. Like “it is your birthday? I hope that’s for good, not for bad!”. But again, as the meaning is better explained by its use, it still sounds odd.

Or this rant just doesn’t make sense at all. If I said the meaning of a word comes from its use, the common use of “parabéns” in those occasions should establish it as a good word for that particular use. It just makes me uncomfortable that its use isn’t completely coherent in all stances.

Ongoing projects

Março 24, 2009

Ok, so I decided to take a new approach to this blogging thing. I guess I don’t write here too much because I simply don’t feel like writing witty remarks and stuff like I used to do in my previous blog. So I guess I’ll keep this as more of a journal for the things I’ve been doing.

So here’s what’s on my mind lately: one of the colleges in which I teach have this idea of research lines to be developed. They’re asking for professors to design research projects to start implementing them next semester. I’ve been getting more and more interested in the relation between teaching practices and learning, and there are quite a few problems that we deal with daily in that college that should be dealt with a more scientific approach. Some time ago I was reading about Fred Keller’s PSI and I was very interested in that. Unfortunately, the colleges I teach in are not that open for a program like that, so I’ll do my best to try to implement the closest approach to a behavioral based teaching system I can get.  I have to submit my research line project until tomorrow, when we’ll have a meeting with the college’s director.

Besides that, I was asked to join another psychologist to work with him in his clinic. I’ve been thinking on working with clinical psychology for quite a while now, so this may get serious.

Finally, I’m having problems with keeping my work at MobyGames up to the standards I used to have last year. I’m contributing a lot less than in the past, and my last game submitted, The Kiwi’s Tale, took me more than to months to submit (sorry, Erik!).  I’ll try to organize things so I can contribute more to the project (both as a contributor and approver).

Depois da Guerra

Março 14, 2009

Estive ouvindo o mais recente (pra não dizer novo, porque saiu ano passado) disco do Oficina G3, Depois da Guerra.

Depois da Guerra

Eu estava curioso com o que viria a ouvir, porque o último álbum deles, Eletrakustica, era mais um disco faturando em cima de músicas antigas. O Oficina já tinha um disco acústico antes disso (naquela época infame em que acústico era moda) e esse novo eu nem fiz questão de ouvir. Tenho certeza que deve ter umas boas novas versões, até porque o Juninho (Afram, guitarrista) estava nos vocais e eu gosto dele cantando. Mas eu estava esperando música nova, então esperei este álbum que agora comento.

Eu nem lembrava que já tinha ouvido uma das faixas do novo álbum no myspace, “A Ele”, e ao ouvir de novo, lembro de não ter ficado impressionado. É uma balada como várias outras do Oficina, nada de extraordinário. A novidade era o vocalista, Mauro Henrique, que não me impressionou, até porque naquela faixa dividia os vocais com o Juninho.  Muita gente não gosta do Juninho cantando, porque acha que ele é o típico guitarrista fazendo as vezes de vocalista. Mas de todo mundo que passou pelos vocais do Oficina, ele sempre foi quem mais encaixou nas músicas, pelo q senti, talvez pelo fato dele compor muita coisa pra banda. O Manga me parecia deslocado, o PG era bom, mas eu não sentia firmeza. Eu lembro de tê-los visto ao vivo em 2003, e lembro que eles tiveram q baixar uns 2 tons do que o PG cantava pro Juninho dar conta, mas eu sinceramente gostei. O Além do que os olhos podem ver foi um álbum foda, muito foda, e o Juninho deu conta tranquilo. Enfim, olhando em retrospecto, eu não achei q esse novo álbum fosse ser grande coisa.

Mas ainda bem que eu estava enganado, o disco é muito bom. Musicalmente o Oficina G3 é uma das melhores bandas de metal do país, o tanto de Dream Theater que entrou na veia do Juninho fez a banda melhorar musicalmente um monte, e isso sem perder as próprias características. Eu sempre digo que o Juninho é um guitarrista que soa como ele próprio, q vc sabe quem é quando ouve. E nesse disco tem isso em muitas faixas, vc ouve e fala “é Oficina”. O teclado do Jean tb é algo bem característico da banda já. Pra uma banda que trocou de formação tantas vezes, manter uma “personalidade” musical é algo meio foda, e esses caras mantém isso. Pero no mucho…

Ao mesmo tempo que você reconhece o Oficina a cada novo álbum, nem sempre é sem esforço. O “Além do que os olhos podem ver” era (ou ainda é) o melhor álbum deles pra mim pq eles tinham assumido o metal de um jeito q eu nunca tinha visto, mas eu fiquei com medo do tanto q aquilo era técnico e lembrava o DT. Então o Oficina sempre teve essa coisa de “parecer” outras coisas em uma faixa ou outra. No Humanos mesmo tem uma faixa que o próprio Duca (Tambasco, baixista) disse q parece Back Street Boys. Parecer DT era bem melhor, mas sei lá, isso sempre me incomodou. Não sei pq o Oficina tem q flutuar sempre parecendo alguma outra coisa em alguns momentos. E nesse novo álbum eles acabam parecendo com algo q me desagradou um tantinho: com as bandas novas de metal dos EUA, q têm vocaizinhos screamo.

Eu não sei se é culpa do vocal novo, mas eles enfiaram uns screamos nas músicas q, sinceramente, eram  totalmente dispensáveis. Eles já tinham flertado com umas nu-metalices em discos anteriores (no Humanos o “mano” Jean dá o ar da sua graça), mas agora foi triste, pq screamo é triste. Isso pq tinham me dito q tinha gutural no disco, ma gutural é gutural e screamo é screamo. E screamo fede. Mas tudo bem, se vc deixar isso de lado, vc consegue gostar de todo resto, pq é o mesmo metal progressivo q eles vinham fazendo (embora tenha um tanto bom de baladas nesse disco novo). E dessa vez, pra agrado daqueles q acham q o Juninho não é adequado, eles têm um vocal de verdade. O Mário Henrique tem uma voz forte pacarai, daquelas no naipe do Coverdale, do Jorn Lande e congêneres. Não, não q pareça, mas é q eles têm aqueles maneirismos de vocalista de rock, e tem um timbre moito bom. Eu tenho certeza que as músicas que o Manga cantava vão ficar foda na voz dele, pq o Manga tinha um vocal mais grave, mas fico curioso pra ver como ele vai cantar as coisas da fase PG.

Outra coisa que eu acho estranha, mas que deve ter a ver com o caráter ministerial da banda, é o fato do baterista que gravou este e o disco anterior,  Alexandre Aposan, não ser membro efetivo da banda. O cidadão é moito bom, dá conta da quebradeira atual do Oficina e aparece um monte no álbum. Eles deviam criar vergonha e achar um baterista fixo pra banda.

Ah sim, antes de terminar, o disco tem 3 faixas em inglês. Faixa em inglês em disco do Oficina não é novidade, mas eu li em uma resenha que dessa vez tava melhor porque o Mauro Henrique tem uma pronúncia melhor. Sinceramente, eu não gostchei tanto assim. Ver brasileiro cantando em inglês a contento é foda, e eu não acho que o Mario Henrique seja tão bão assim. É bonitinho, mas sabe qdo é quadrado demais? Meio q o mesmo erro q o Falaschito comete. Das 3 faixas, uma é uma regravação de People Get Ready, do Curtis Mayfield, e a outra é uma regravação duma música da banda anterior do Mauro Henrique, que é boazinha.

Enfim, o disco é bom, é muito bomm. Eu não ouvi, mas minha filha número 3 ouviu e disse que é bom. Acho que ainda prefiro o anterior, mas talvez seja porque ouvi pouco.

Faith no More is back!

Março 3, 2009

That’s it! All I had to say about them (and specially about Mike Patton) I already said in my old  blog and, unfortunately, it is all in Portuguese. The thing is that I’m really excited about it, and I wish them to make excellent music again, and maybe come to Brazil so I can see them.  And to celebrate, I’ll quote a song by them (in Portuguese, though, as Mike wrote it because he really likes Brazil):

“Eu não posso dirigir
e agora aparece
meu dedo enterrado
no meu nariz”

Pausa para alguns comentários…

Fevereiro 16, 2009

Hoje escrevo em português porque o texto que me motivou a escrever este post está também em português, publicado no blog d’uma aluna minha. O post dela divide-se em duas partes, uma publicada originalmente num blog criacionista, a outra de sua própria autoria. O texto, cujo título é “Parabéns a Darwin?”, traz alguns pontos que merecem esclarecimentos, pois ambos os autores (o do texto original e a autora do blog que o republicou) parecem não compreender a teoria da evolução de Darwin. Discutamos primeiramente, pois, o texto do blog de Michelson Borges (o criacionismo.com.br).

Neste texto o  argumento do autor é o seguinte: neste ano, além de se comemorar os 200 anos do nascimento de Darwin e os 150 anos da publicação de “A Origem das Espécies”, também se comemoram os 400 anos das primeiras observações astronômicas de Galileu. A comemoração ficou conhecida como “Ano Internacional da Astronomia 2009 “. O autor portanto relativiza a importância de Darwin em relação a Galileu,  julgando este ser talvez mais importante que Darwin. Em suas palavras “Foi com Galileu, e não com Darwin, que o próprio método científico experimental nasceu”. Mais adiante, ele lamenta: “mas este é o ano da Astronomia e não de Galileu, o inventor do método científico…” Ao fim do texto, depois de questionar porque tais honrarias cedidas a Darwin não o foram também a outros grandes nomes da ciência, como Einstein, Newton ou o casal Curie, o autor conclui:  “me parece que os proponentes do naturalismo filsosófico estão usando Darwin para promover sua ideologia da negação do sobrenatural. Deve ser isso.”

O argumento não é de todo ruim e talvez de facto devamos mais crédito a outros gigantes da ciência. Mas isso definitivamente não tira o mérito da obra de Darwin.  No começo do texto o autor argumenta que

“a explicação dele [Darwin] para a variação entre os seres vivos de um grupo (seleção natural) é realmente uma boa idéia. Mas extrapolá-la para bilhões de anos no passado e afirmar que todos os seres vivos descendem de um ancestral comum ainda desconhecido, isso, sim, é ficção das boas.”

E fica por aí. Não dá nenhum argumento para dizer porque tal “extrapolação” (que na verdade está mais pra consequência prática) seria “ficção das boas”. Ok, falamos de um blog e não de um artigo científico, mas o uso de tal tipo de frase de efeito não esclarece em nada seu ponto. Pelo contrário, só contribui pra que aqueles que acham a idéia da evolução absurda (por não compreendê-la, em sua maioria) se sintam à vontade com o que ele vem a dizer depois.

De maneira geral, a crítica é em si interessante, como já afirmei. No entanto, o autor acaba se utilizando de alguns argumentos bastante falhos pra quem quer advogar tanta admiração pela ciência. Um deles, por exemplo, é dizer que Newton, Pasteur e Pascal eram cristãos. No que ser cristão torna uma pessoa melhor cientista? Tal argumento é extremamente falacioso e serve apenas pra arrebanhar cristãos criacionistas incautos.  O autor deveria esclarecer, por exemplo, que as crenças de Newton seriam mal vistas por muitos cristãos de hoje, a começar pelo fato de Newton negar a trindade. Claro, Newton acreditava firmemente em Deus como criador do mundo, e é essa a parte que interessa aos criacionistas.

Passemos pois agora ao comentário da autora do blog, que reproduziu o texto do Criacionismo.com.br. Ela endossa o argumento do primeiro autor, dizendo haver um apelo dos evolucionistas à mídia para que o evolucionismo tenha apoio popular já que, segundo ela, “o apoio dos cientistas está cada vez mais sendo perdido para o Design Inteligente”. Novamente, não falamos aqui de um artigo científico, mas eu gostaria de referência. Ela afirma em seguida que o evolucionismo fazia sentido no século XIX, mas que hoje, com “inúmeras descobertas recentes”, o evolucionismo tem caído para o status de postura filosófica. Again, fontes seriam de bom tom. Se de facto as coisas são como ela argumenta, eu acredito que os grandes meios de divulgação científica já nos estariam avisando “vejam só, estávamos errados, o certo mesmo é o Design Inteligente”. E aí temos um ponto que eu gostaria de discutir. Uma das características mais valiosas da ciência é o fato dela ser auto-corretiva. Isso significa que, ao menos idealmente, a ciência “não tem rabo preso”, seja com Darwin, com Newton ou com quem quer que seja. Newton revolucionou a física, mas quando se percebeu que seu modelo não dava conta de alguns fenômenos, a ciência andou e aceitou-se as limitações de seu modelo. Assim será com o modelo de Darwin: quando a ciência perceber que o modelo é inválido, certamente o descartará. Acontece que, até agora, não se encontrou razão para tanto. O mesmo não se pode dizer do Design Inteligente. O DI não é ciência a começar por esse fato: ele tem “o rabo preso”. O rabo do DI está preso à noção da criação do mundo por Deus, em especial tal como descrita na Bíblia, de preferência. E se um dia se encontrarem evidências contrárias ao que prevê o DI (como se já não tivessem sido encontradas), o DI não é descartado ainda assim. Sempre e sempre se busca uma hipótese ad hoc pra salvar a Deus na brincadeira, e isso é exatamente o contrário do que a ciência preconiza.

Mais adiante no texto, a autora comenta a capa de uma edição da New Scientist com o título “Darwin was wrong”, sem se preocupar em explicar o porquê ou como Darwin estava errado. Quem lê a matéria vê que esta na verdade diz que Darwin provavelmente estava errado em sua noção de árvore da vida, porque ele acreditava que a troca de material genético se daria apenas no sentido vertical, isto é, de geração para geração, quando na verdade se descobriu que muito material genético é trocado na horizontal, entre espécies duma mesma geração. Diga-se de passagem, tal troca é muito mais frequente entre seres unicelulares, isto é, entre os animais do nosso porte a idéia da árvore ainda teria um papel importante. Assim, mais adiante o texto afirma que dois dos pesquisadores que propõem a nova noção “are at pains to stress that downgrading the tree of life doesn’t mean that the theory of evolution is wrong – just that evolution is not as tidy as we would like to believe”. Ou seja, ninguém está negando a teoria da evolução. Aliás, o texto faz referências o tempo todo a datações de vida em milhões de anos, coisa que é sabido não agradar a criacionistas adeptos da teoria da Terra jovem.  Com isso, me entristece ver que a própria autora do blog cai na falácia do primeiro autor, de usar frases de efeito (talvez não intencionalmente) que causam muito calor, mas pouca luz.

Finalizando, gostaria apenas de comentar uma falha muito comum cometida pela autora ao dizer que o evolucionismo  “afirma que todos os seres vivos evoluíram ao acaso”. Quantos professores de biologia já não perderam os cabelos em explicar tanto que não viemos do macaco quanto que o “acaso” não explica nada em ciência. O conceito de “seleção natural” já deveria deixar isso implícito: se há uma seleção, deve haver um critério. E o critério é a adaptação ao ambiente, que nunca muda por acaso. O contrário de “acaso” não é “intenção”, no entanto, e inferir um projetista por trás do processo é tão errado quando afirmar que ele acontece “por acaso”.

Enfim, peço perdão pela falta de estrutura do texto, escrevo sem muito tempo nem muito cuidado. Mas recomendo a qualquer leitor interessado na controvérsia criacionismo x evolucionismo a dar uma lida no site TalkOrigins. Lá se encontra muita coisa sobre ambas as posturas.

“My vacations…”

Janeiro 31, 2009

I’ve been away from this blog for quite some time now, and that is due to my vacations. Several times I wanted to come here and write a bit about the things that were happening to me, but I guess I was too busy enjoying them to do so. So, just like when I was in primary school and we had to write essays about our vacations, here’s one about mine.

I spent my vacations in São Paulo state, the most of the time in two cities: Itatinga and Barra Bonita. Itatinga is where my parents and many friends live. Barra Bonita is where my girlfriend lives. This was something new because it’s been a while since I didn’t spend my vacations in company of a girlfriend, and the main reason I didn’t write much here was exactly the fact that I was too busy being happy beside her. =) I travelled a lot since the two cities are 83Km apart from each other, so in my calculations I drove more than 2000Km in the last month and a half.  Besides travelling to Barra Bonita, I also went to Bauru (where my brother and many friends live) and to Poços de Caldas, to visit some good friends of mine.

Besides driving a lot, I read a lot in these vacations. I finally finished reading “The Selfish Gene” by Richard Dawkins, and just after that I read “The God Delusion” by the same author. I liked the first one better, not because I believe in God (to some people, believing in God is somewhat synonymous to disliking Dawkins), but because I really think the first is a better written book. The later seems like its chapters were written separately and somewhat sewn together not so well. If I have the time I’ll write more about the book, perhaps in Portuguese, because there are many things that could be said about it and maybe I would be more comfortable writing those things in my mother language, but I digress. After reading “The God Delusion” I read “The Man Who Mistook His Wife for a Hat”, by Oliver Sacks. I started reading this book back in graduation but never finished it, this time I read it whole. And finally I read “The Naked Ape” by Desmond Morris.  I felt like watching to the Ethology classes back in graduation, because this book was the source of many things my professor used to teach. I could spend a whole thread for each book and how interesting they are, specially for my classes and all, and maybe I’ll do so in the future.

Other than driving and reading, I played some games also, because as we say down here, “nobody is made of iron” =). But the sad thing is that I only played World of Warcraft and a little bit of The Suffering. I’m feeling bad already about The Suffering because I can’t get arsed to finish it. I don’t know, latelly I’ve been losing interest in games if they take me too much time to finish. This didn’t happen with Halo or Prince of Persia: The Sands of Time, maybe because I enjoyed those games better, but I really don’t know. WoW is like a hobby, is like something you do a every once in a while, like scratching your own head or something. It doesn’t feel much like playing a game, except for battlegrounds maybe, because I don’t feel much challenged. Sometimes I play it because I want to be able to build a certain thing as an engineer, or because I want to reach a certain level, but I don’t know, as I know the game doesn’t have an end, I keep coming back to it a bit aimlessly. A good surprise was discovering Crayon Physics Deluxe, but that was just in the end of my vacations, so I hope to spend my spare time on it during this semester. Don’t expect reviews or anything like that, I’m better on writing descriptions.

Speaking about MobyGames, 2008 was a  low year for me. I just grew 5400 points last year, and that’s a whole less than what I did in 2007 (8871). Of course it was due to my work (because I spent the first semester of 2007 at home mainly working on the site), but I wish I can do a better job there this year. The same goes to approving.

And that was basically what I did in my vacations. The best part of it was being close to my girlfriend. This time we spent together just made me sure that we’re on the right way together, and I really wish my next vacations to be at least as good as these I had. I wish we travel together, maybe abroad, as I did in my 2007 vacations. And that’s all, folks.

Assertividade, sempre a melhor resposta?

Dezembro 5, 2008

Pois é, eu tenho lá minhas dúvidas. Costuma-se definir assertividade de modo bem tosco como a habilidade de expressar seus sentimentos e defender seus direitos sem ferir os direitos e sentimentos dos outros. Mas isso quer dizer que a assertividade será bem recebida? Antes de mais, isso aqui é um blog e eu não fiz a lição de casa, ou seja, não fui procurar artigos a respeito. Mas eu chuto que, embora a resposta assertiva tenha mais chances de produzir consequências reforçadoras (em especial positivas), isso também depende da audiência. Acho que quando se é assertivo com quem costumeiramente é agressivo, a coisa não funciona direito. Me veio agora a noção de estratégia evolutivamente estável que o Dawkins discute n’O Gene Egoísta. Acho que isso daria um bom artigo, but I digress…

Enfim, o lance é que eu vejo q eu muitas vezes sou passivo por pura esquiva: em circunstâncias passadas, minhas tentativas de assertividade foram punidas, e nessa eu fico com medo de me expor à contingência. Veja só, esse post mesmo é um belo exemplo de falta de assertividade… tsc, tsc.

WTF is Revorta?

Dezembro 3, 2008

Well, for starters, let me explain what this blog is about, starting with its name. “Revorta” is a pun with the word “revolta” (revolt), in certain kind of Brazilian accent (a redneck one). I started writing in another address (unavailable now), motivated by some angry issues I had back then, and I kept writing with the same tone for some time. Then I started writing some things in a more light-hearted way and I really enjoyed doing so. But I started running out of ideas and I quit sometime in 2006. I always thought about writing again, but never felt motivated enough. Earlier this year, due to several reasons, I decided to start it again. And now you’re reading these poorly written lines… the subject matter of this new endeavour isn’t the same as the older blog, because I changed a lot from then to now. Nowadays I write about music, movies, games and some really random stuff.

As I only wrote in English for MobyGames, I’m not used to write my own stuff in this language. So I’ll try my best to sound like I usually do in Portuguese. Anyway, enough of this silly talk!


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