Arquivo de Agosto, 2008

Death Magnetic II

Agosto 26, 2008

O Metallica tá bonzinho como nunca se viu. Acho que depois da palhaçada toda do Napster eles aprenderam que a internet veio pra ficar. Por essas e outras, eles andam soltando as músicas do disco novo no próprio site, em streaming, pro povo ouvir. E a mais recente foi My Apocalipse. Bem, antes de falar dela, eu gostaria de dizer que eu pretendia soltar uma resenha do disco todo quando saísse, pq se não comprasse eu ia ao menos baixá-lo. Mas acontece que esta música merece alguma antenção, porque parece que o Metallica quer me contradizer.

Eu tinha pensado que, se eles resolveram soltar The Day That Never Comes primeiro, era porque eles consideravam, senão a melhor, uma das melhores. O mesmo com Cyanide, tocada ao vivo antes de todo o resto. Mas talvez seja simplesmente porque os caras do Metallica não sabem mais distinguir música boa de música ruim, não percebendo que My Apocalipse, por exemplo, é melhor que as 2. Estou pra dizer que é melhor que tudo feito depois do Load (os xiitas diriam que é melhor até mesmo que tudo no Load). A música é rápida, tem um riff simples e uma bateria digna da designação de thrash que um dia o Metallica já ostentou. O vocal do James tá bem melhor porque ele não soa como cantor country. Enfim, muito nego disse que “chorou” só de ouvir os 3 primeiros segundos. É, caros leitores, a Dercy morreu mas a esperança não.

Death Magnetic

Agosto 23, 2008

Eu nem notei que o tempo passou e o Metallica já está pra lançar seu disco novo. Quem me acompanha do outro blog sabe q eu sempre fui über fã de Metallica, mas que como todo fã, faz tempo que me esforço pra crer que um dia eles vão voltar a ser uma banda que preste. E eu não sou dos xiitas que acha que o Metalica acabou quando o Cliff morreu, ou dos que acham que o Metallica se vendeu no …And Justice For All, ou ainda daqueles que até engolem o Black Album, mas acham q o Load foi o fim da picada. Eu aprendi a gostar do Load, e acho que ele é um bom album de rock, por exemplo. Não se trata, obviamente, da mesma banda, mas isso em si não tira a qualidade do disco. O Reload pra mim é um álbum dispensável pq pra mim ele é Re-Load mesmo, Resto do Load. Mas enfim, estou dizendo tudo isso só pra reafirmar que eu sou realmente um cara aberto e disposto a gostar do que quer que venha do Metallica, pq eu ainda tenho alguma fé que eles produzam coisas que prestem.

Tanto isso é verdade que eu recomendo a leitura da minha mini resenha do St. Anger no meu antigo blog. Lá eu digo que gostei do disco, apesar de toda barbaridade contida. Mas claro que eu achava apenas que aquilo era um passo em direção à luz. E agora, às vésperas do lançamento do Death Magnetic, seu novo álbum, o Metallica lança uma faixa completa pra apreciação das pessoas, e uns 6 trechos de outras músicas. Além da faixa em questão, cujo título é “The Day That Never Comes“, há também outra faixa na net, gravada ao vivo, chamada Cyanide. Vou aqui traçar minhas impressões sobre ambas, enquanto espero o álbum sair.

The Day That Never Comes é basicamente uma balada que teria sido incluída facilmente no Load, pelo menos em seus 4 primeiros minutos. É uma música com uma melodia interessante, e com aquelas viradas de caixa do Lars que parece terem virado sua marca registrada. Mas tem o James daquele jeitão que ele vem cantando desde o Load, mó naipe de cantor country. Enfim, aos 4 minutos, quando a música deveria acabar, ela vira outra coisa. Entra uma parte mais pesada, com riffs mais interessantes e com outra letra. Mas depois, é um bricolage de riffs até bons que poderiam ser melhor aproveitados em músicas independentes. A música tem 7:56 minutos, e eu sigo sem entender porque. Por que o Metallica tem insistido em músicas desse tamanho? Tá que eles já fizeram baladas longas, no passado, que terminavam pesadas e tals, e eu vi nego comparando essa música nova com Fade to Black por isso. Mas poutz, sem comparação, pq a música vira outra coisa totalmente diferente no fim. Ela seria melhor se fosse orientada pra ser como é no fim, mas paciência. É a velha distância entre o que as coisas são e o que a gente gostaria que elas fossem. Ah sim, antes que eu me esqueça, ponto positivo: os solos estão de volta, e estão bons.

Quanto a Cyanide. Tem um riff legal, mas num tem nada de extraordinário. O vocal do James tá daquele jeito, tem horas q ainda lembra o Black Album, q é bom sinal, mas no ao vivo ele inclusive desafina, tá feia a coisa. O que fode é que o peso não passa muito do que se vê no Load. O que me agrada é que tem dobras, coisa que não se via no Metallica há tempos.

E por fim, comentando os trechinhos que eles disponibilizaram, a impressão que tenho é que eles tavam bem intencionados. São trechos curtos de riffs até que bons. Tudo bem que entre eles a gente reconhece aquela tal música que não tinha letra e que andaram chamando de “Death is not the End“, que é bem meia boca, embora tenha sido um belo esforço do Lars pra soar macho de novo. E a tal “Vulturous“, que era super Misfits, se entrou, num entrou com esse nome.

Resumindo, “The Day That Never Comes” talvez seja uma alusão ao dia do lançamento do disco novo do Metallica (12 de setembro), mas eu começo mesmo a achar que talvez seja o dia em que veremos o Metallica prestando novamente.

The Happening

Agosto 22, 2008

Essa semana eu quitei meu débito com o M. Night Shyamalan, tendo finalmente visto os filmes dele que me faltavam. Eu não vi os dois primeiros filmes dele (o Praying with Anger e o Wide Awake (Olhos Abertos no Brasil) e nem pretendo também, mas depois do Sexto Sentido, eu tinha visto tudo menos os dois últimos: A Dama na Água e Fim dos Tempos. Dama na água foi um filme muito gostoso de ver, trata-se de uma fábula que me agradou bastante. O filme foi bastante criticado, até pq o Shyamalan faz um papel até que central no filme (e não uma simples ponta, como é de seu costume), mas eu nem achei isso lá um defeito. Eu simplesmente gostei do filme e tô sem saco pra ficar argumentado os porquês. Não sou grande conhecedor de cinema e portanto costumo usar o crivo do meu prazer em ver o filme pra dizer se ele presta ou não. No mais, eu só tô falando d’A Dama na Água como preâmbulo pra falar do Fim dos Tempos.

Pois bem, sobre o Fim dos Tempos: poucas vezes na vida, depois da infância, é claro, eu fiquei assustado com algum filme. Quando eu era pequeno eu tinha verdadeiro pavor do Hulk do seriado com o Lou Ferrigno, por exemplo, e olha que aquilo nem tinha a intenção de provocar medo. Eu lembro também de quando assisti uma reportagem no Globo Reporter sobre Jack o Estripador. Eu fui dormir com bastante medo naquela noite, mesmo que se tratasse duma história sobre um assassino do século XIX. De qquer forma, eu ainda era criança. Mas filmes de terror mesmo eram poucos que me causavam medo, se é que algum já causou. O lance é que o Fim dos Tempos me deu medo, de verdade. Durante o filme eu tive medo e quando o filme acabou eu também tive, e tentando entender porque tive medo, talvez seja porque as coisas que acontecem no filme tenham sido absolutamente imprevisíveis. Muita gente reclamou que o filme não tem final, ou que o final permanece inexplicado, e acho que foi justamente isso que me deixou com medo. Eu não quero falar do plot aqui porque nunca gostei de ler sinopse: pra mim, sempre soou como spoiler. Mas só digo isso: a mensagem básica do filme é que certas coisas vão sempre permanecer sem explicação, e embora eu sempre tenha achado isso algo natural e nunca tenha me incomodado com tal fato, o filme me fez pensar que o inexplicável realmente pode ser algo assustador.

Derelict

Agosto 14, 2008

Eu já devia ter postado isso há algum tempo, mas antes tarde que mais tarde. Boa parte do meu tempo é gasta no MobyGames, a maior base de dados de games da internet. O MobyGames é como um IMDb, só que de jogos. Pois bem, no MobyGames eu sou, além de contribuidor (enviando informações sobre os jogos), aprovador (q é uma tradução horrorosa pra approver, q seria como um editor: eu avalio as informações enviadas e aprovo ou desaprovo). Pois bem, por ser membro do MobyGames acabo entrando em contato com diversos tipos de pessoas no mundo dos jogos, inclusive desenvovedores. Numa dessa, descolei um convite pra fazer parte de um jogo, cedendo minha voz (e aparência) pra um personagem. O jogo chama-se Derelict, e foi desenvolvido pelo Erik Hogan, desenvolvedor neozelandês. A história do jogo, resumidamente, é esta: no ano 2284 a humanidade já encontra-se espalhada pelo universo. Depois de muitos anos de uma guerra entre as forças da Terra e as forças de Mendel (uma ex colônia terráquea), as United Terran Forces (ou Forças Unidas da Terra) planejam invadir Mendel, a partir do planeta Epsilon Eridani F. O crusador Atlas foi enviado à região para construir um espaçoporto, mas foi atacado por uma misteriosa arma biológica. Marines foram enviados para salvar a nave, e a última nave enviada carrega os 5 marines controlados pelo jogador.

Cada um dos 5 marines tem uma função diferente: um é o oficial de comunicações, um é engenheiro, outro é um soldado de assalto, outro é especialista em demolições e o último é médico. Eu fiz o papel de médico no jogo. O jogador então controla cada um deles tanto numa perspectiva de primeira pessoa quanto via mapa, e o objetivo é limpar cada um dos estágios, chegando a um ponto delimitado no mapa. O jogo foi inspirado em Space Hulk: Vengeance of the Blood Angels.

Enfim, tô postando isso agora porque o Erik acaba de lançar a versão 1.1 do jogo, que pode ser baixada no link presente na primeira menção ao nome do game neste post. Nesta nova versão ele corrigiu alguns bugs e incluiu um sistema de auto-save. Eu recomendo o download, pois o jogo é legal e gratuito.

Rush

Agosto 1, 2008

Eu ia começar a filosofar a respeito da minha vida mas resolvi apagar o q tava escrevendo só pra babar um ovo pro Rush, pq faz tempo q não o faço. Tô aqui ouvindo a Rush Radio e pensando “pow, hoje o lance tá bom, só musicão, um atrás do outro”. E logo em seguida pensei “ma vc queria o quê, é Rush, só tem musicão mesmo”! E é isso, caros leitores, eu sou fã mesmo, e espero que os tiozinhos voltem ao Brasil antes de morrerem, assim eles tb impedem minha morte por suicídio (por ter perdido o show anterior).