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Depois da Guerra

Março 14, 2009

Estive ouvindo o mais recente (pra não dizer novo, porque saiu ano passado) disco do Oficina G3, Depois da Guerra.

Depois da Guerra

Eu estava curioso com o que viria a ouvir, porque o último álbum deles, Eletrakustica, era mais um disco faturando em cima de músicas antigas. O Oficina já tinha um disco acústico antes disso (naquela época infame em que acústico era moda) e esse novo eu nem fiz questão de ouvir. Tenho certeza que deve ter umas boas novas versões, até porque o Juninho (Afram, guitarrista) estava nos vocais e eu gosto dele cantando. Mas eu estava esperando música nova, então esperei este álbum que agora comento.

Eu nem lembrava que já tinha ouvido uma das faixas do novo álbum no myspace, “A Ele”, e ao ouvir de novo, lembro de não ter ficado impressionado. É uma balada como várias outras do Oficina, nada de extraordinário. A novidade era o vocalista, Mauro Henrique, que não me impressionou, até porque naquela faixa dividia os vocais com o Juninho.  Muita gente não gosta do Juninho cantando, porque acha que ele é o típico guitarrista fazendo as vezes de vocalista. Mas de todo mundo que passou pelos vocais do Oficina, ele sempre foi quem mais encaixou nas músicas, pelo q senti, talvez pelo fato dele compor muita coisa pra banda. O Manga me parecia deslocado, o PG era bom, mas eu não sentia firmeza. Eu lembro de tê-los visto ao vivo em 2003, e lembro que eles tiveram q baixar uns 2 tons do que o PG cantava pro Juninho dar conta, mas eu sinceramente gostei. O Além do que os olhos podem ver foi um álbum foda, muito foda, e o Juninho deu conta tranquilo. Enfim, olhando em retrospecto, eu não achei q esse novo álbum fosse ser grande coisa.

Mas ainda bem que eu estava enganado, o disco é muito bom. Musicalmente o Oficina G3 é uma das melhores bandas de metal do país, o tanto de Dream Theater que entrou na veia do Juninho fez a banda melhorar musicalmente um monte, e isso sem perder as próprias características. Eu sempre digo que o Juninho é um guitarrista que soa como ele próprio, q vc sabe quem é quando ouve. E nesse disco tem isso em muitas faixas, vc ouve e fala “é Oficina”. O teclado do Jean tb é algo bem característico da banda já. Pra uma banda que trocou de formação tantas vezes, manter uma “personalidade” musical é algo meio foda, e esses caras mantém isso. Pero no mucho…

Ao mesmo tempo que você reconhece o Oficina a cada novo álbum, nem sempre é sem esforço. O “Além do que os olhos podem ver” era (ou ainda é) o melhor álbum deles pra mim pq eles tinham assumido o metal de um jeito q eu nunca tinha visto, mas eu fiquei com medo do tanto q aquilo era técnico e lembrava o DT. Então o Oficina sempre teve essa coisa de “parecer” outras coisas em uma faixa ou outra. No Humanos mesmo tem uma faixa que o próprio Duca (Tambasco, baixista) disse q parece Back Street Boys. Parecer DT era bem melhor, mas sei lá, isso sempre me incomodou. Não sei pq o Oficina tem q flutuar sempre parecendo alguma outra coisa em alguns momentos. E nesse novo álbum eles acabam parecendo com algo q me desagradou um tantinho: com as bandas novas de metal dos EUA, q têm vocaizinhos screamo.

Eu não sei se é culpa do vocal novo, mas eles enfiaram uns screamos nas músicas q, sinceramente, eram  totalmente dispensáveis. Eles já tinham flertado com umas nu-metalices em discos anteriores (no Humanos o “mano” Jean dá o ar da sua graça), mas agora foi triste, pq screamo é triste. Isso pq tinham me dito q tinha gutural no disco, ma gutural é gutural e screamo é screamo. E screamo fede. Mas tudo bem, se vc deixar isso de lado, vc consegue gostar de todo resto, pq é o mesmo metal progressivo q eles vinham fazendo (embora tenha um tanto bom de baladas nesse disco novo). E dessa vez, pra agrado daqueles q acham q o Juninho não é adequado, eles têm um vocal de verdade. O Mário Henrique tem uma voz forte pacarai, daquelas no naipe do Coverdale, do Jorn Lande e congêneres. Não, não q pareça, mas é q eles têm aqueles maneirismos de vocalista de rock, e tem um timbre moito bom. Eu tenho certeza que as músicas que o Manga cantava vão ficar foda na voz dele, pq o Manga tinha um vocal mais grave, mas fico curioso pra ver como ele vai cantar as coisas da fase PG.

Outra coisa que eu acho estranha, mas que deve ter a ver com o caráter ministerial da banda, é o fato do baterista que gravou este e o disco anterior,  Alexandre Aposan, não ser membro efetivo da banda. O cidadão é moito bom, dá conta da quebradeira atual do Oficina e aparece um monte no álbum. Eles deviam criar vergonha e achar um baterista fixo pra banda.

Ah sim, antes de terminar, o disco tem 3 faixas em inglês. Faixa em inglês em disco do Oficina não é novidade, mas eu li em uma resenha que dessa vez tava melhor porque o Mauro Henrique tem uma pronúncia melhor. Sinceramente, eu não gostchei tanto assim. Ver brasileiro cantando em inglês a contento é foda, e eu não acho que o Mario Henrique seja tão bão assim. É bonitinho, mas sabe qdo é quadrado demais? Meio q o mesmo erro q o Falaschito comete. Das 3 faixas, uma é uma regravação de People Get Ready, do Curtis Mayfield, e a outra é uma regravação duma música da banda anterior do Mauro Henrique, que é boazinha.

Enfim, o disco é bom, é muito bomm. Eu não ouvi, mas minha filha número 3 ouviu e disse que é bom. Acho que ainda prefiro o anterior, mas talvez seja porque ouvi pouco.

Música é a arte de expressar os diversos afetos da alma mediante o som.

Novembro 18, 2008

É o que se lê em alguns livrinhos básicos de teoria musical. Mas eu penso que na verdade música seja a arte de afetar a alma de diversas maneiras mediante o som (Jesus, q coisa mais póx mudéhrna q eu escrevi!). Tá, traduzindo pro behaviorês, estímulos sonoros costumam eliciar uma ampla gama de respostas encobertas (tá vendo, não soa tão bonito). Enfã, o lance é q eu andei ouvindo umas coisas q eu não ouvia há algum tempo, e eu fiquei imaginando q tipo de coisa eu sentiria ao ouvir, tendo em vista q muita coisa mudou de lá pra cá. E eu fiquei satisfeito de ver q pelo menos não foi nada de aversivo. Aliás, minha sensibilidade musical tá ficando afetada, acho q eu tô voltando a ficar friozão de ouvir as coisas, e na verdade eu acho bom. Graças ao metal, penso eu. Já dizia o Manowar, “metal makes us strong”.

Death Magnetic, agora em definitivo

Setembro 14, 2008

Já faz praticamente uma semana que o CD vazou e eu o tenho ouvido bastante. Eu me prometi escrever uma resenha pra ele, mas tal como acontece com os jogos q eu eu começo a jogar, a vontade de resenhá-los se manifesta logo no começo e depois vai desvanecendo. Enfim, me senti obrigado a escrever porque quero postar outro assunto e não ia me sentir à vontade de deixar de escrever sobre o Death Magnetic.

Pois bem, que temos então? Temos o Metallica de volta? Certamente. É como nos velhos tempos? Claro que não. Desde o Load (desde antes, é claro, pq o CD foi gestado desde uns 2 ou 3 anos antes do lançamento, provavelmente), o Metallica vinha tendo seu comportamento controlado pela regra “não vos repetireis”. Isso não sou eu quem digo, os caras mesmo disseram em várias entrevistas, e isso rendeu o que vimos nestes 12 anos desde o Load. Mas mesmo a regra tendo sido quebrada, por sugestão do Rick Rubin, eles não tinham como simplesmente negar 12 anos de história. Logo, este disco tem sim muito do peso do “velho” Metallica, mas também muitos elementos do “novo” Metallica. Falemos das faixas então.

That Was Just Your Life tem um dos melhores riffs do Metallica em anos. A música é pesada, tem o James cantando decentemente (e não tentando soar como cantor country). O refrão é relativamente fácil, o que garante que a música seja facilmente lembrada (aliás, este disco precisa de umas boas ouvidas pra q vc se acostume com as faixas, então refrões fáceis são certamente uma qualidade). No fim da faixa tem uma dobra de guitarras que lembra (apenas lembra, o povo que diz q parece exagera) as coisas do …And Justice For All.

Depois vem The End of the Line, que começa com o riff do que era “Death is not the end”, uma música que eles tinham mostrado ao vivo já há um ano e que era bem meia boca. Mas por sorte logo acaba e entra um riff bem Pearl Jam, por mais bizarro que soe. Mas logo depois a coisa muda e vira Metallica de novo. Aliás, essa coisa de músicas cheias de trocas de riffs era bem a cara do Metallica que se perdeu nestes 12 anos. O verso dessa música é bem legal, o vocal agrada e vc tem vontade de bangear. É interessante ver a construção de músicas na estrutura velha do Metallica, com alguns dos timbres e a “cara” das frases das guitarras com cara do Metallica novo. A combinação é boa.

Broken,  Beat & Scarred não perde o pique que o disco vem trazendo. Como já dito em outra resenha, o manjadíssimo “what doesn’t kill you make you stronger” (que aqui ficou “what don’t kill ya make ya more strong”) não perde sua força, o James canta de um jeito que dá gosto de cantar junto. Como já dito em outras resenhas tb, ela realmente lembra um pouco o Black Album.

Sobre The Day That Never Comes eu não vou falar de novo. Só vou atentar para o fato que ela obedece à lei “a quarta faixa será uma balada”, instituída desde o Ride The Lightning. E também vale dizer que ela é bem fraca perto das três primeiras.

All Nightmare Long tem o refrão mais grudento do disco, um dos mais grudentos da carreira do Metallica. Outra faixa forte do disco, que também tem um pedacinho que lembra o …And Justice. O Kirk andou dizendo em uma entrevista que andava curioso sobre como iriam receber seus novos solos, pq ele disse que tinha coisa diferente no estilo dele. Ele realmente inovou, e se um dia vc chegar a ouvir minha humilde opinião, Kirk, bom trabalho. Teus solos tão ótemos.

Sobre Cyanide não vou falar também, mas posso dizer que minha aversão diminuiu um pouco quando ouvi ela dentro do contexto do disco.

Sobre The Unforgiven III eu nem sei o que dizer. Eu já achei podre quando soube que o Reload tinha uma The Unforgiven II (um dos inúmeros motivos pra eu não gostar desse disco), e quando soube que ia ter uma três, me veio o Angry Video Game Nerd na cabeça: “what were they thinking”? Tudo o que posso dizer é que ela é uma balada desnecessária, com o James country que eu tanto desprezo.

The Judas Kiss tem tido seu ovo babado em tudo quanto é resenha que eu leio, e sinceramente, eu não sei porque tudo isso. A música é legal, tem um refrão legal, mas ela não é extraordinária. A única coisa realmente foda nessa música é o solo, pq o Kirk faz a guitarra dele falar dum jeito que eu nunca o vi fazer. Acho que porque ela soa tão certinha, tão “feita pra ser um hit”, eu acabei não gostanto tanto quanto as outras.

Suicide & Redemption é outra que o povo tem reclamado, dizendo que como instrumental tem riffs fracos. Eu já acho muito legal de ver que o Metallica se arriscou a lançar uma instrumental a essa altura da carreira e eu tô bastante satisfeito com o resultado.  Claro que as instrumentais “clássicas” do Metallica são mais marcantes, mas isso não quer dizer que esta seja uma música ruim.

E sobre My Apocalypse os leitores já sabem minha opinião. Saber que é ela que fecha o disco só a faz ficar maior, é quase como uma Damage Inc. ou uma Dyers Eve. Aquela coisa de fechar o disco quebrando tudo.

Em resumo, o disco é bom. Não é o melhor da carreira do Metallica como tem muito nego dizendo, nem sei se é o melhor que o Metallica fez em 20 anos (como disse o Portnoy, que parece não gostar do Black Album). Mas certamente é prova de que o Metallica está de volta. Eu ainda não comprei minha cópia porque não achei por aqui, e os preços na net ainda estão um tanto salgados pro meu gosto, mas eu certamente vou dar continuidade à minha coleção. Fico feliz que eles ainda façam juz ao que disseram em Whiplash, do Kill’em All:

But we will never stop
We will never quit
cause we’re Metallica

Death Magnetic II

Agosto 26, 2008

O Metallica tá bonzinho como nunca se viu. Acho que depois da palhaçada toda do Napster eles aprenderam que a internet veio pra ficar. Por essas e outras, eles andam soltando as músicas do disco novo no próprio site, em streaming, pro povo ouvir. E a mais recente foi My Apocalipse. Bem, antes de falar dela, eu gostaria de dizer que eu pretendia soltar uma resenha do disco todo quando saísse, pq se não comprasse eu ia ao menos baixá-lo. Mas acontece que esta música merece alguma antenção, porque parece que o Metallica quer me contradizer.

Eu tinha pensado que, se eles resolveram soltar The Day That Never Comes primeiro, era porque eles consideravam, senão a melhor, uma das melhores. O mesmo com Cyanide, tocada ao vivo antes de todo o resto. Mas talvez seja simplesmente porque os caras do Metallica não sabem mais distinguir música boa de música ruim, não percebendo que My Apocalipse, por exemplo, é melhor que as 2. Estou pra dizer que é melhor que tudo feito depois do Load (os xiitas diriam que é melhor até mesmo que tudo no Load). A música é rápida, tem um riff simples e uma bateria digna da designação de thrash que um dia o Metallica já ostentou. O vocal do James tá bem melhor porque ele não soa como cantor country. Enfim, muito nego disse que “chorou” só de ouvir os 3 primeiros segundos. É, caros leitores, a Dercy morreu mas a esperança não.

Death Magnetic

Agosto 23, 2008

Eu nem notei que o tempo passou e o Metallica já está pra lançar seu disco novo. Quem me acompanha do outro blog sabe q eu sempre fui über fã de Metallica, mas que como todo fã, faz tempo que me esforço pra crer que um dia eles vão voltar a ser uma banda que preste. E eu não sou dos xiitas que acha que o Metalica acabou quando o Cliff morreu, ou dos que acham que o Metallica se vendeu no …And Justice For All, ou ainda daqueles que até engolem o Black Album, mas acham q o Load foi o fim da picada. Eu aprendi a gostar do Load, e acho que ele é um bom album de rock, por exemplo. Não se trata, obviamente, da mesma banda, mas isso em si não tira a qualidade do disco. O Reload pra mim é um álbum dispensável pq pra mim ele é Re-Load mesmo, Resto do Load. Mas enfim, estou dizendo tudo isso só pra reafirmar que eu sou realmente um cara aberto e disposto a gostar do que quer que venha do Metallica, pq eu ainda tenho alguma fé que eles produzam coisas que prestem.

Tanto isso é verdade que eu recomendo a leitura da minha mini resenha do St. Anger no meu antigo blog. Lá eu digo que gostei do disco, apesar de toda barbaridade contida. Mas claro que eu achava apenas que aquilo era um passo em direção à luz. E agora, às vésperas do lançamento do Death Magnetic, seu novo álbum, o Metallica lança uma faixa completa pra apreciação das pessoas, e uns 6 trechos de outras músicas. Além da faixa em questão, cujo título é “The Day That Never Comes“, há também outra faixa na net, gravada ao vivo, chamada Cyanide. Vou aqui traçar minhas impressões sobre ambas, enquanto espero o álbum sair.

The Day That Never Comes é basicamente uma balada que teria sido incluída facilmente no Load, pelo menos em seus 4 primeiros minutos. É uma música com uma melodia interessante, e com aquelas viradas de caixa do Lars que parece terem virado sua marca registrada. Mas tem o James daquele jeitão que ele vem cantando desde o Load, mó naipe de cantor country. Enfim, aos 4 minutos, quando a música deveria acabar, ela vira outra coisa. Entra uma parte mais pesada, com riffs mais interessantes e com outra letra. Mas depois, é um bricolage de riffs até bons que poderiam ser melhor aproveitados em músicas independentes. A música tem 7:56 minutos, e eu sigo sem entender porque. Por que o Metallica tem insistido em músicas desse tamanho? Tá que eles já fizeram baladas longas, no passado, que terminavam pesadas e tals, e eu vi nego comparando essa música nova com Fade to Black por isso. Mas poutz, sem comparação, pq a música vira outra coisa totalmente diferente no fim. Ela seria melhor se fosse orientada pra ser como é no fim, mas paciência. É a velha distância entre o que as coisas são e o que a gente gostaria que elas fossem. Ah sim, antes que eu me esqueça, ponto positivo: os solos estão de volta, e estão bons.

Quanto a Cyanide. Tem um riff legal, mas num tem nada de extraordinário. O vocal do James tá daquele jeito, tem horas q ainda lembra o Black Album, q é bom sinal, mas no ao vivo ele inclusive desafina, tá feia a coisa. O que fode é que o peso não passa muito do que se vê no Load. O que me agrada é que tem dobras, coisa que não se via no Metallica há tempos.

E por fim, comentando os trechinhos que eles disponibilizaram, a impressão que tenho é que eles tavam bem intencionados. São trechos curtos de riffs até que bons. Tudo bem que entre eles a gente reconhece aquela tal música que não tinha letra e que andaram chamando de “Death is not the End“, que é bem meia boca, embora tenha sido um belo esforço do Lars pra soar macho de novo. E a tal “Vulturous“, que era super Misfits, se entrou, num entrou com esse nome.

Resumindo, “The Day That Never Comes” talvez seja uma alusão ao dia do lançamento do disco novo do Metallica (12 de setembro), mas eu começo mesmo a achar que talvez seja o dia em que veremos o Metallica prestando novamente.

Rush

Agosto 1, 2008

Eu ia começar a filosofar a respeito da minha vida mas resolvi apagar o q tava escrevendo só pra babar um ovo pro Rush, pq faz tempo q não o faço. Tô aqui ouvindo a Rush Radio e pensando “pow, hoje o lance tá bom, só musicão, um atrás do outro”. E logo em seguida pensei “ma vc queria o quê, é Rush, só tem musicão mesmo”! E é isso, caros leitores, eu sou fã mesmo, e espero que os tiozinhos voltem ao Brasil antes de morrerem, assim eles tb impedem minha morte por suicídio (por ter perdido o show anterior).

Fases e músicas

Julho 19, 2008

Esse blog tá às moscas, de uma maneira absurdamente pior que o anterior, por isso vou ver se me policio e dou as caras por aqui ao menos uma vez por semana, nem que seja pra registrar a temperatura do dia.

Pois bem, eis que entro numa nova fase da minha vida. Quem tá por perto sabe do q eu tô falando, então não vou ficar entrando em detalhes aqui pq não há a menor necessidade. Além disso, hoje em dia ninguém entra nisso aqui, então pra q comentar demais? O fato é q isso casa com algumas coisas. Olhando meu profile no last.fm, por exemplo, nota-se que em breve o Weezer passa o Dream Theater. Isso poderia significar q eu tenho ouvido mais rockzinho alternativo q metal, o q é um engano, somando-se todo o resto de metal q eu ouço. Mas pra mim é sinal de mudança. Sempre q eu mudo o som, tem coisa mudando na minha vida. Eu vejo pela minha “fase Los Hermanos”, hoje passada. Não q eu não curta mais, é só q não é “a minha cara”. Representou um período bem específico da minha vida, em q vivi coisas boas e ruins, todas intensas. Mas ficou lá, e agora eu tô aqui. E tenho ouvido Weezer de montão, e pode ser q essa fase fique com “cara de Weezer”, mas a verdade é q eu não quero outra “fase”. Não no sentido de algo q vai passar em termos do q eu vou viver, pelo menos. Acho q eu tô dando início a algo q eu sei q vou fazer de tudo pra dar certo e durar de facto, então eu espero q esta fase se estenda indefinidamente. Se o Weezer ou o q quer q eu ouça vai me acompanhar, é consequência…

Março 30, 2008

Eu realmente gostaria de saber o que o cara da música quer dizer com “toma na beirada, toma, toma”, mas tenho medo de me arrepender.

É como bem me lembrou meu amigo Rogério: como dizia o Ariano Suassuna, “em redor do buraco tudo é beira”.

Edit: 5 meses depois resolvi editar o post pra dizer que a coisa é um tanto pior. O cidadão diz “toma madeirada, toma, toma”. Quanto a o que significa madeirada, eu deixo a vocês que julguem a metáfora nada sutil.