…que meus vizinhos da frente são agorafóbicos. Afinal de contas, viver deixando o tapete de porta escrito “bem vindo” virado pro lado de dentro da casa só pode ser coisa de gente que precisa de um incentivo pra sair de casa, não? Lê-se praticamente “bem vindo ao mundo de fora”.
Estou praticamente certo…
Novembro 12, 2008 por chirineaBad Trip
Novembro 11, 2008 por chirineaOntem me senti uma celebridade ou um executivo qualquer. Café da manhã em Campinas, almoço em Brasília, jantar em Salvador. Tudo por conta da Trip Linhas Aéreas! Na verdade a Trip cancelou meu vôo pra Conquista (por conta dum atraso em Curitiba, pelo visto, somado ao fato de termos apenas 2 passageiros pro meu destino, eu e meu amigo). As opções eram ficar pra ir no dia seguinte ou ir no mesmo dia com um vôo da Gol pra Salvador, de lá pegando um busão pra Conquista. Só q o vôo tinha conexão em Brasília com um lapso de 3 horas entre a chegada e a partida. Fora isso, o avião chegava em Salvador às 16:30 e o busão era só às 22:00! Resultado: fui conhecer a ex e a atual capital federal, quer dizer, maomeno. Eu almocei em Brasília e fui rapidão visitar a esplanada. O único ponto turístico verdadeiro q conheci de perto foi a catedral de Brasília, q nas fotos parece maior do q realmente é. De resto, é tudo muito longe na cidade e se você não tiver carro, tá ferrado. Salvador foi mais triste ainda que Brasília. O taxi do aeroporto pro hotel demorou horrores e já de noite não tinha muito o que fazer por lá, ainda mais pensando que eu ia gastar uma fortuna com o transporte. Resultado, fui ao shopping. Sim, daqui escuto o coro de “affs”. Ir pro shopping em Salvador? Bom, era isso ou ficar no hotel vendo TV. Mas só de cruzar uma passarela da rodoviária pro Iguatemi fiquei com a impressão que Salvador é pior que São Paulo em densidade demográfica. No shopping, por conta da divulgação do Romance, trombamos com o Vladmir Brichta (cujo nome eu só vim a saber/lembrar depois). Super soteropolitano tudo isso.
Enfim, nós (eu e meu amigo) vamos enxer o saco da Trip pra ganharmos uma(s) passagem(s) de graça, porque apesar da diversão, perdemos um dia de trampo. Mas fica aí a dica: compre uma passagem pro interior da Bahia e ganhe um tour pelo Brasil.
Eu já sabia…
Novembro 6, 2008 por chirineaObama. Não, não que eu já soubesse que ele seria eleito (embora eu achasse isso desde quando os democratas ainda nem sabiam se era ele ou a Hilary), mas o que eu já sabia é que com certeza já ia ter gente na net achando que ele é o anti-cristo (btw: nenhum traço na Wayback Machine). É impressionante…
Perdi a conta…
Novembro 4, 2008 por chirineaAnd now for something completely different…
Outubro 28, 2008 por chirineaNerds têm certas referências universais. Embora seus gostos difiram em alguns aspectos mais singulares (eu, por exemplo, tenho uma péssima cultura de quadrinhos e não conheço nada de mangá/anime), certas coisas agradam 99% deles e uma delas é Monty Python. Pros desinformados, Monty Python é um grupo de comediantes britânicos responsável pelo Monty Python’s Flying Circus, um programa humorístico exibido pela BBC de 1969 a 1974. Além do programa, eles fizeram alguns filmes, com destaque para Em Busca do Cálice Sagrado, A Vida de Brian e O Sentido da Vida. Pois bem, se vc é nerd e nunca ouviu falar deles, vc está enganado e não é nerd.
A coisa toda é que, apesar d’eu gostar bastante dos filmes, eu nunca tinha assitido à serie de TV, com exceção de alguns sketches soltos no YouTube. Outro dia, no fórum do MobyGames, um dos caras me recomendou o fantástico sketch do Dennis Moore. Mal sabia ele, mas ele abria as portas do inferno pra mim. Desde então, eu ando assistindo todos os sketches disponíveis no YouTube sem parar. A grande maioria deles é tão sem noção que beira o sem graça, e é justamente aí que reside a graça. Vendo os Pythons vc percebe que nada de novo se fez no humor por um bom tempo. Programas como TV Pirata, Casseta e Planeta (qdo prestava) e Hermes e Renato bebem na fonte dos Pythons em muitos aspectos, mas é claro q nada chega perto.
E como acontece com os Beatles, as pessoas também têm seus Pythons preferidos. Eu não sei precisar o meu, porque cada um tem o tipo de papel que lhe cai melhor. Talvez de todos o meu “menos” preferido seja o Terry Gilliam, mas só pelo fato dele aparecer em menos sketches. O Michael Palin é foda fazendo o Cardinal Ximénez da Spanish Inquisition, o John Cleese (cujo aniversário foi ontem) fazendo o supracitado Dennis Moore, o Graham Chapman fazendo vários papéis, incluindo o do veterinário em Confuse-A-Cat, o Eric Idle fazendo o conselheiro em No Time to Lose e o Terry Jones em qualquer papel feminino (como os que fez em Dennis Moore ou Confuse-A-Cat).
Enfim, só no presente post eu já dei pelo menos 5 exemplos da genialidade dos caras pra o leitor que, como eu, tenha ficado tantos anos na ignorância. Agora vá e não peques mais…
E a paciência, ó…
Outubro 13, 2008 por chirineaAcho q meu saco já deu. Faz tempo q eu não fico revortado, mas urtemamente a coisa tá foda. Eu ando intolerante com a intolerância. Intolerância intelectual, intolerância religiosa, qquer tipo de intolerância q seja me deixa extremamente puto. Eu já havia postado sobre isso no meu blog antigo, em palavras um pouco mais veladas, mas o facto é q eu ando de saco cheio mesmo de ser alvo e ver pessoas sendo alvo de intolerância.
Há quem defenda a liberdade de expressão a qquer custo, e com isso costuma-se dizer que as pessoas são livres pra dizerem o q bem entendem. Até aí, tudo bem, mas eu costumo achar q educação é sempre bem vinda e q as pessoas deveriam ser no mínimo cuidadosas com o q vão dizer. Dizer o q bem se entende é uma coisa, dizer isso de maneira agressiva é bem outra. E qdo a gente não solicita a opinião das pessoas? E qdo a gente não quer ser iluminado pela tão grande sapiência dos outros? Aí é ainda pior ter q ouvir grosseria. Dizem por aí q “quem fala o q quer, ouve o q não quer”, mas e qdo a gente não fala nada e ouve um monte de merda?
Acho q tudo o q eu tô dizendo talvez faça pouco sentido fora de contexto, mas talvez eu possa elaborar um pouco falando sobre dois conceitinhos básicos em análise do comportamento: controle de estímulo e generalização. Diz-se que um comportamento está sob controle de estímulo quando ele difere na presença e na ausência de tal estímulo. Generalização ocorre quando estímulos que diferem ao longo de uma dada dimensão (cor, por exemplo) controlam uma mesma resposta (por exemplo, dar nome à dada cor). Vamos aos exemplos. Aprendemos a dar nomes às cores quando temos verbalizações reforçadas diante de determinadas cores. Assim, diante de um objeto vermelho (tal como julgado pelas pessoas q já conhecem a cor), um adulto pode perguntar: “que cor é essa?”. Se uma criança diz “vermelho”, é reforçada (por exemplo ouvindo um “muito bem, isso mesmo”) e aprende a dizer vermelho apenas diante de estímulos como aquele diante da qual a verbalização foi reforçada. Quando, diante de um outro objeto com uma cor próxima ao vermelho (vinho, por exemplo), a criança diz “vermelho”, identificamos o que chamamos de generalização, pois dois estímulos diferentes estão a controlar a mesma resposta, isto é, evocam a mesma resposta.
Pois bem, voltemos agora à intolerância. Me parece q o tipo de comportamento que comumente classificamos como “intolerante” ocorre em circunstâncias em que o controle discriminativo é fraco, em circunstâncias em q a generalização é provável de ser identificada. Imagine uma discussão em que uma pessoa afirme, por exemplo, acreditar em Deus. Dependendo da história de vida (e de reforço, portanto), do interlocutor, essa verbalização pode ser “interpretada” de diversas maneiras e a reação do interlocutor vai variar de acordo com o repertório que ele desenvolveu em relação àquela parte da verbalização, especificamente. Imaginemos que tal pessoa tenha aprendido a emitir verbalizações (inclusive privadas, isto é pensamentos) como “burro” ou “ignorante” diante de pessoas que afirmem crer em Deus. Assim, diante da verbalização “eu acredito em Deus”, a probabilidade de ocorrência de verbalizações como “burro” ou “igorante”, nesse caso, será alta. Neste sentido, eu chamo de intolerante aquela pessoa que “generalizou” o estímulo “eu acredito em Deus”, emitindo a verbalização “burro” ou “ignorante” mesmo diante de contextos (pessoas) diferentes das quais ela aprendeu a emitir a mesma verbalização pela primeira vez. Podemos dizer que o controle de estímulo ali foi fraco, pois aquela pessoa, q poderia ter controlado respostas diferentes, acaba por evocar respostas semelhantes a circunstâncias distintas da história de reforço do interlocutor.
Ou seja, o problema, no fim das contas, está onde? Está na história de reforço do interlocutor q não o ensinou a emitir respostas diferentes diante de circustâncias diferentes. O intolerante é, como qquer pessoa, alguém q gosta de umas coisas e não gosta de outras, mas que parece generalizar o “não gostar” a uma gama grande de situações por fraqueza de controle discriminativo de cada situação. Isso deveria nos fazer ser mais tolerante com os “intolerantes”, visto q, de certa maneira, a responsabilidade por sua intolerância parece estar mais em quem deixou de ensiná-los a serem tolerantes. Mas o problema é que eu tb aprendi a me irritar com essas circunstãncias, e eu talvez acabe parecendo intolerante pelo mesmo motivo. Talvez a diferença seja q, no meu caso, minha intolerância está sob controle de um estímulo bem específico, a intolerância dos outros, e eu não sei se trata-se de um caso de generalização extrema.
Enfim, tudo isso pra dizer q todo mundo ia ser mais feliz se seguíssemos a célebre instrução de um grande e anônimo filósofo contemporâneo : ado, aado, cada um no seu quadrado.
Morte de parente?
Outubro 1, 2008 por chirineaUltimamente eu ando tendo sonhos bizarros. Eu acho que muito raramente tive sonhos recorrentes na vida, mas eis que tem acontecido muito recentemente. Tenho sonhado com dentes, mais especificamente, com a queda dos meus, e isso tem me deixado encafifado. A forma como isso se dá varia de sonho pra sonho, mas em todos eu me torno totalmente banguela ou fico com parte de alguns dentes.
Durante a graduação eu realmente gostava de interpretar sonhos e minhas notas em trabalhos que envolvessem interpretação sempre foram boas. Mas a verdade é que eu nunca levei muita fé nas interpretações psicanalíticas que eu costumava fazer (por não levar muita fé na psicanálise como um todo) e pra mim era sempre mais simples explicar os sonhos por eventos próximos na vida da pessoa, sem muitas vezes fazer distinção entre “conteúdo latente” e “conteúdo manifesto”.
Minha namorada tem uma boa explicação pro conjunto de sonhos que eu tenho tido. Eu contei a ela que ando querendo ir ao dentista pq meu(s) ciso(s) parecem dar seus primeiros sinais de vida (tardiamente, pelo visto) e vez ou outra eu fico preocupado com comida acumulando no fundo da boca. Assim, a hipótese dela é que quando eu resolver essa pendência, meus dentes vão parar de cair no campo onírico. Mas o bizarro é que eu não penso nisso sempre, não tem sido uma preocupação tão presente assim na minha vida. Mas acho também que pequenos eventos podem ajudar pra que eu sonhe tais sonhos. No desta noite, por exemplo, eu me via com os dentes da frente quebrados ao meio e minha namorada hipotetizou que fosse pelo fato d’ela ter me contado na noite anterior uma história dum Argentino que uma amiga dela conheceu pela internet e que, quando foi conhecê-la pessoalmente, apareceu com os dentes quebrados, dizendo que os tinha quebrado recentemente. Psicanalistas se perguntariam pq eu sonhei então que “eu” tinha os dentes quebrados, entre outras coisas, mas pra mim, basta o fato ter sido mencionado horas antes.
O mais foda dos meus sonhos recorrentes é que eles tornam-se cada vez mais reais. Eu por vezes sonho, por exemplo, que sou capaz de flutuar coisa de um palmo acima do chão. Toda vez que sonho isso, é como se lembrasse que tivesse sonhado isso um sem número de vezes e que, daquela vez por fim, era real. Com estes dos dentes tem acontecido o mesmo, mas nem sempre me lembro nos sonhos dos sonhos anteriores. E eu tenho pensado recentemente no quanto certas coisas não podem acabar tornando-se “reais” depois de muito repetidas. Como o velho ditado já diz, “uma mentira contada muitas vezes torna-se verdade”, e talvez seja o caso também com certas coisas que possamos sonhar recorrentemente. Uma vez que sonho é comportamento e que, no sonho, nos comportamos de maneira muito semelhante a quando em estado de vigília, pode ser que, em se ter sonhado muito uma determinada coisa, possa se passar a crer que tal coisa de facto ocorreu/ocorre. Claro que no caso dos meus sonhos, por exemplo, eu sempre tenho o ambiente da vigília pra me contradizer: eu nunca vou me vi acordado flutuando ou banguela, ainda que sonhe isso muito. Mas penso nos casos em que uma pessoa sonhe coisas completamente plausíveis, mas que nunca tenham de facto acontecido. Imagine que você sonhe sempre que uma determinada coisa acontece, e que o ambiente da vigília não te dê lá muitas dicas pra que você discrimine que aquilo não aconteceu. Quais as chances de você, depois de um tempo, passar a crer de facto que tal coisa aconteceu? Tal como alguém nos conta um boato e muitas vezes, mesmo sem confirmação, nos comportamos de acordo com tal boato, eu não acho nada difícil (e até esperado) que o façamos também quando nós mesmos, quando sonhamos, contamos boatos a nós mesmos.
Cristianismo e nóia
Setembro 14, 2008 por chirineaEssa coisa de história de reforço é mesmo interessante. Por conta de toda minha formação cristã, queira ou não eu acabo filtrando certas informações de determinadas maneiras sem nem perceber. Hoje vou entrar no meu email, no Yahoo, e entre as diversas notícias que lá estavam, leio esta:
“Príncipe Harry é o jovem aristocrata preferido dos britânicos”
A primeira coisa que me veio à cabeça foi: “pronto, daqui a pouco ele já vai ser o ‘novo’ anticristo”. Pensei isso pq tem uma penca de cristão que adora ficar procurando o anticristo. Uns acham que é o Papa (alvo preferido, talvez mais quando era o João Paulo II), outros até pensam ser o Bono. O alvo é sempre alguém com perfil de liderança e apelo popular. E em especial, alguém que todo mundo ache “bonzinho”. Pois bem, ae vem um príncipe, jovem, popular, filho da Diana e tals, a associação pra mim foi inevitável. E como na natureza nada se cria e hoje mesmo eu tinha dito à minha colega de apartamento que eu realmente duvido da originalidade de qualquer idéia, olha o que o Google me trouxe:
Eu fui dar uma fuçada no Wayback Machine pra ver se o site tá lá faz tempo, mas não, nem há registro. Como eles demoram uns 6 meses pra cadastrar os sites, este deve ser mais novo que isso. E lendo o texto, nota-se que eles tão na verdade é cogitando a hipótese, não tão afirmando… como se ficassem prestando atenção em todo mundo que tivesse as características mínimas pra ser o anticristo e saíssem dando o alerta.
Ma sinceramente, até mesmo duma perspectiva cristã eu acho uma tremenda perda de tempo. Fala sério, vá viver sua vida cristã e se as coisas forem como se espera, tua parte tá feita. Jesus mesmo disse “vigiai e orai”, não “vigiai e noiai”!
Death Magnetic, agora em definitivo
Setembro 14, 2008 por chirineaJá faz praticamente uma semana que o CD vazou e eu o tenho ouvido bastante. Eu me prometi escrever uma resenha pra ele, mas tal como acontece com os jogos q eu eu começo a jogar, a vontade de resenhá-los se manifesta logo no começo e depois vai desvanecendo. Enfim, me senti obrigado a escrever porque quero postar outro assunto e não ia me sentir à vontade de deixar de escrever sobre o Death Magnetic.
Pois bem, que temos então? Temos o Metallica de volta? Certamente. É como nos velhos tempos? Claro que não. Desde o Load (desde antes, é claro, pq o CD foi gestado desde uns 2 ou 3 anos antes do lançamento, provavelmente), o Metallica vinha tendo seu comportamento controlado pela regra “não vos repetireis”. Isso não sou eu quem digo, os caras mesmo disseram em várias entrevistas, e isso rendeu o que vimos nestes 12 anos desde o Load. Mas mesmo a regra tendo sido quebrada, por sugestão do Rick Rubin, eles não tinham como simplesmente negar 12 anos de história. Logo, este disco tem sim muito do peso do “velho” Metallica, mas também muitos elementos do “novo” Metallica. Falemos das faixas então.
That Was Just Your Life tem um dos melhores riffs do Metallica em anos. A música é pesada, tem o James cantando decentemente (e não tentando soar como cantor country). O refrão é relativamente fácil, o que garante que a música seja facilmente lembrada (aliás, este disco precisa de umas boas ouvidas pra q vc se acostume com as faixas, então refrões fáceis são certamente uma qualidade). No fim da faixa tem uma dobra de guitarras que lembra (apenas lembra, o povo que diz q parece exagera) as coisas do …And Justice For All.
Depois vem The End of the Line, que começa com o riff do que era “Death is not the end”, uma música que eles tinham mostrado ao vivo já há um ano e que era bem meia boca. Mas por sorte logo acaba e entra um riff bem Pearl Jam, por mais bizarro que soe. Mas logo depois a coisa muda e vira Metallica de novo. Aliás, essa coisa de músicas cheias de trocas de riffs era bem a cara do Metallica que se perdeu nestes 12 anos. O verso dessa música é bem legal, o vocal agrada e vc tem vontade de bangear. É interessante ver a construção de músicas na estrutura velha do Metallica, com alguns dos timbres e a “cara” das frases das guitarras com cara do Metallica novo. A combinação é boa.
Broken, Beat & Scarred não perde o pique que o disco vem trazendo. Como já dito em outra resenha, o manjadíssimo “what doesn’t kill you make you stronger” (que aqui ficou “what don’t kill ya make ya more strong”) não perde sua força, o James canta de um jeito que dá gosto de cantar junto. Como já dito em outras resenhas tb, ela realmente lembra um pouco o Black Album.
Sobre The Day That Never Comes eu não vou falar de novo. Só vou atentar para o fato que ela obedece à lei “a quarta faixa será uma balada”, instituída desde o Ride The Lightning. E também vale dizer que ela é bem fraca perto das três primeiras.
All Nightmare Long tem o refrão mais grudento do disco, um dos mais grudentos da carreira do Metallica. Outra faixa forte do disco, que também tem um pedacinho que lembra o …And Justice. O Kirk andou dizendo em uma entrevista que andava curioso sobre como iriam receber seus novos solos, pq ele disse que tinha coisa diferente no estilo dele. Ele realmente inovou, e se um dia vc chegar a ouvir minha humilde opinião, Kirk, bom trabalho. Teus solos tão ótemos.
Sobre Cyanide não vou falar também, mas posso dizer que minha aversão diminuiu um pouco quando ouvi ela dentro do contexto do disco.
Sobre The Unforgiven III eu nem sei o que dizer. Eu já achei podre quando soube que o Reload tinha uma The Unforgiven II (um dos inúmeros motivos pra eu não gostar desse disco), e quando soube que ia ter uma três, me veio o Angry Video Game Nerd na cabeça: “what were they thinking”? Tudo o que posso dizer é que ela é uma balada desnecessária, com o James country que eu tanto desprezo.
The Judas Kiss tem tido seu ovo babado em tudo quanto é resenha que eu leio, e sinceramente, eu não sei porque tudo isso. A música é legal, tem um refrão legal, mas ela não é extraordinária. A única coisa realmente foda nessa música é o solo, pq o Kirk faz a guitarra dele falar dum jeito que eu nunca o vi fazer. Acho que porque ela soa tão certinha, tão “feita pra ser um hit”, eu acabei não gostanto tanto quanto as outras.
Suicide & Redemption é outra que o povo tem reclamado, dizendo que como instrumental tem riffs fracos. Eu já acho muito legal de ver que o Metallica se arriscou a lançar uma instrumental a essa altura da carreira e eu tô bastante satisfeito com o resultado. Claro que as instrumentais “clássicas” do Metallica são mais marcantes, mas isso não quer dizer que esta seja uma música ruim.
E sobre My Apocalypse os leitores já sabem minha opinião. Saber que é ela que fecha o disco só a faz ficar maior, é quase como uma Damage Inc. ou uma Dyers Eve. Aquela coisa de fechar o disco quebrando tudo.
Em resumo, o disco é bom. Não é o melhor da carreira do Metallica como tem muito nego dizendo, nem sei se é o melhor que o Metallica fez em 20 anos (como disse o Portnoy, que parece não gostar do Black Album). Mas certamente é prova de que o Metallica está de volta. Eu ainda não comprei minha cópia porque não achei por aqui, e os preços na net ainda estão um tanto salgados pro meu gosto, mas eu certamente vou dar continuidade à minha coleção. Fico feliz que eles ainda façam juz ao que disseram em Whiplash, do Kill’em All:
But we will never stop
We will never quit
cause we’re Metallica
Death Magnetic II
Agosto 26, 2008 por chirineaO Metallica tá bonzinho como nunca se viu. Acho que depois da palhaçada toda do Napster eles aprenderam que a internet veio pra ficar. Por essas e outras, eles andam soltando as músicas do disco novo no próprio site, em streaming, pro povo ouvir. E a mais recente foi My Apocalipse. Bem, antes de falar dela, eu gostaria de dizer que eu pretendia soltar uma resenha do disco todo quando saísse, pq se não comprasse eu ia ao menos baixá-lo. Mas acontece que esta música merece alguma antenção, porque parece que o Metallica quer me contradizer.
Eu tinha pensado que, se eles resolveram soltar The Day That Never Comes primeiro, era porque eles consideravam, senão a melhor, uma das melhores. O mesmo com Cyanide, tocada ao vivo antes de todo o resto. Mas talvez seja simplesmente porque os caras do Metallica não sabem mais distinguir música boa de música ruim, não percebendo que My Apocalipse, por exemplo, é melhor que as 2. Estou pra dizer que é melhor que tudo feito depois do Load (os xiitas diriam que é melhor até mesmo que tudo no Load). A música é rápida, tem um riff simples e uma bateria digna da designação de thrash que um dia o Metallica já ostentou. O vocal do James tá bem melhor porque ele não soa como cantor country. Enfim, muito nego disse que “chorou” só de ouvir os 3 primeiros segundos. É, caros leitores, a Dercy morreu mas a esperança não.

