Death Magnetic, agora em definitivo

Já faz praticamente uma semana que o CD vazou e eu o tenho ouvido bastante. Eu me prometi escrever uma resenha pra ele, mas tal como acontece com os jogos q eu eu começo a jogar, a vontade de resenhá-los se manifesta logo no começo e depois vai desvanecendo. Enfim, me senti obrigado a escrever porque quero postar outro assunto e não ia me sentir à vontade de deixar de escrever sobre o Death Magnetic.

Pois bem, que temos então? Temos o Metallica de volta? Certamente. É como nos velhos tempos? Claro que não. Desde o Load (desde antes, é claro, pq o CD foi gestado desde uns 2 ou 3 anos antes do lançamento, provavelmente), o Metallica vinha tendo seu comportamento controlado pela regra “não vos repetireis”. Isso não sou eu quem digo, os caras mesmo disseram em várias entrevistas, e isso rendeu o que vimos nestes 12 anos desde o Load. Mas mesmo a regra tendo sido quebrada, por sugestão do Rick Rubin, eles não tinham como simplesmente negar 12 anos de história. Logo, este disco tem sim muito do peso do “velho” Metallica, mas também muitos elementos do “novo” Metallica. Falemos das faixas então.

That Was Just Your Life tem um dos melhores riffs do Metallica em anos. A música é pesada, tem o James cantando decentemente (e não tentando soar como cantor country). O refrão é relativamente fácil, o que garante que a música seja facilmente lembrada (aliás, este disco precisa de umas boas ouvidas pra q vc se acostume com as faixas, então refrões fáceis são certamente uma qualidade). No fim da faixa tem uma dobra de guitarras que lembra (apenas lembra, o povo que diz q parece exagera) as coisas do …And Justice For All.

Depois vem The End of the Line, que começa com o riff do que era “Death is not the end”, uma música que eles tinham mostrado ao vivo já há um ano e que era bem meia boca. Mas por sorte logo acaba e entra um riff bem Pearl Jam, por mais bizarro que soe. Mas logo depois a coisa muda e vira Metallica de novo. Aliás, essa coisa de músicas cheias de trocas de riffs era bem a cara do Metallica que se perdeu nestes 12 anos. O verso dessa música é bem legal, o vocal agrada e vc tem vontade de bangear. É interessante ver a construção de músicas na estrutura velha do Metallica, com alguns dos timbres e a “cara” das frases das guitarras com cara do Metallica novo. A combinação é boa.

Broken,  Beat & Scarred não perde o pique que o disco vem trazendo. Como já dito em outra resenha, o manjadíssimo “what doesn’t kill you make you stronger” (que aqui ficou “what don’t kill ya make ya more strong”) não perde sua força, o James canta de um jeito que dá gosto de cantar junto. Como já dito em outras resenhas tb, ela realmente lembra um pouco o Black Album.

Sobre The Day That Never Comes eu não vou falar de novo. Só vou atentar para o fato que ela obedece à lei “a quarta faixa será uma balada”, instituída desde o Ride The Lightning. E também vale dizer que ela é bem fraca perto das três primeiras.

All Nightmare Long tem o refrão mais grudento do disco, um dos mais grudentos da carreira do Metallica. Outra faixa forte do disco, que também tem um pedacinho que lembra o …And Justice. O Kirk andou dizendo em uma entrevista que andava curioso sobre como iriam receber seus novos solos, pq ele disse que tinha coisa diferente no estilo dele. Ele realmente inovou, e se um dia vc chegar a ouvir minha humilde opinião, Kirk, bom trabalho. Teus solos tão ótemos.

Sobre Cyanide não vou falar também, mas posso dizer que minha aversão diminuiu um pouco quando ouvi ela dentro do contexto do disco.

Sobre The Unforgiven III eu nem sei o que dizer. Eu já achei podre quando soube que o Reload tinha uma The Unforgiven II (um dos inúmeros motivos pra eu não gostar desse disco), e quando soube que ia ter uma três, me veio o Angry Video Game Nerd na cabeça: “what were they thinking”? Tudo o que posso dizer é que ela é uma balada desnecessária, com o James country que eu tanto desprezo.

The Judas Kiss tem tido seu ovo babado em tudo quanto é resenha que eu leio, e sinceramente, eu não sei porque tudo isso. A música é legal, tem um refrão legal, mas ela não é extraordinária. A única coisa realmente foda nessa música é o solo, pq o Kirk faz a guitarra dele falar dum jeito que eu nunca o vi fazer. Acho que porque ela soa tão certinha, tão “feita pra ser um hit”, eu acabei não gostanto tanto quanto as outras.

Suicide & Redemption é outra que o povo tem reclamado, dizendo que como instrumental tem riffs fracos. Eu já acho muito legal de ver que o Metallica se arriscou a lançar uma instrumental a essa altura da carreira e eu tô bastante satisfeito com o resultado.  Claro que as instrumentais “clássicas” do Metallica são mais marcantes, mas isso não quer dizer que esta seja uma música ruim.

E sobre My Apocalypse os leitores já sabem minha opinião. Saber que é ela que fecha o disco só a faz ficar maior, é quase como uma Damage Inc. ou uma Dyers Eve. Aquela coisa de fechar o disco quebrando tudo.

Em resumo, o disco é bom. Não é o melhor da carreira do Metallica como tem muito nego dizendo, nem sei se é o melhor que o Metallica fez em 20 anos (como disse o Portnoy, que parece não gostar do Black Album). Mas certamente é prova de que o Metallica está de volta. Eu ainda não comprei minha cópia porque não achei por aqui, e os preços na net ainda estão um tanto salgados pro meu gosto, mas eu certamente vou dar continuidade à minha coleção. Fico feliz que eles ainda façam juz ao que disseram em Whiplash, do Kill’em All:

But we will never stop
We will never quit
cause we’re Metallica

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