Depois da Guerra

Estive ouvindo o mais recente (pra não dizer novo, porque saiu ano passado) disco do Oficina G3, Depois da Guerra.

Depois da Guerra

Eu estava curioso com o que viria a ouvir, porque o último álbum deles, Eletrakustica, era mais um disco faturando em cima de músicas antigas. O Oficina já tinha um disco acústico antes disso (naquela época infame em que acústico era moda) e esse novo eu nem fiz questão de ouvir. Tenho certeza que deve ter umas boas novas versões, até porque o Juninho (Afram, guitarrista) estava nos vocais e eu gosto dele cantando. Mas eu estava esperando música nova, então esperei este álbum que agora comento.

Eu nem lembrava que já tinha ouvido uma das faixas do novo álbum no myspace, “A Ele”, e ao ouvir de novo, lembro de não ter ficado impressionado. É uma balada como várias outras do Oficina, nada de extraordinário. A novidade era o vocalista, Mauro Henrique, que não me impressionou, até porque naquela faixa dividia os vocais com o Juninho.  Muita gente não gosta do Juninho cantando, porque acha que ele é o típico guitarrista fazendo as vezes de vocalista. Mas de todo mundo que passou pelos vocais do Oficina, ele sempre foi quem mais encaixou nas músicas, pelo q senti, talvez pelo fato dele compor muita coisa pra banda. O Manga me parecia deslocado, o PG era bom, mas eu não sentia firmeza. Eu lembro de tê-los visto ao vivo em 2003, e lembro que eles tiveram q baixar uns 2 tons do que o PG cantava pro Juninho dar conta, mas eu sinceramente gostei. O Além do que os olhos podem ver foi um álbum foda, muito foda, e o Juninho deu conta tranquilo. Enfim, olhando em retrospecto, eu não achei q esse novo álbum fosse ser grande coisa.

Mas ainda bem que eu estava enganado, o disco é muito bom. Musicalmente o Oficina G3 é uma das melhores bandas de metal do país, o tanto de Dream Theater que entrou na veia do Juninho fez a banda melhorar musicalmente um monte, e isso sem perder as próprias características. Eu sempre digo que o Juninho é um guitarrista que soa como ele próprio, q vc sabe quem é quando ouve. E nesse disco tem isso em muitas faixas, vc ouve e fala “é Oficina”. O teclado do Jean tb é algo bem característico da banda já. Pra uma banda que trocou de formação tantas vezes, manter uma “personalidade” musical é algo meio foda, e esses caras mantém isso. Pero no mucho…

Ao mesmo tempo que você reconhece o Oficina a cada novo álbum, nem sempre é sem esforço. O “Além do que os olhos podem ver” era (ou ainda é) o melhor álbum deles pra mim pq eles tinham assumido o metal de um jeito q eu nunca tinha visto, mas eu fiquei com medo do tanto q aquilo era técnico e lembrava o DT. Então o Oficina sempre teve essa coisa de “parecer” outras coisas em uma faixa ou outra. No Humanos mesmo tem uma faixa que o próprio Duca (Tambasco, baixista) disse q parece Back Street Boys. Parecer DT era bem melhor, mas sei lá, isso sempre me incomodou. Não sei pq o Oficina tem q flutuar sempre parecendo alguma outra coisa em alguns momentos. E nesse novo álbum eles acabam parecendo com algo q me desagradou um tantinho: com as bandas novas de metal dos EUA, q têm vocaizinhos screamo.

Eu não sei se é culpa do vocal novo, mas eles enfiaram uns screamos nas músicas q, sinceramente, eram  totalmente dispensáveis. Eles já tinham flertado com umas nu-metalices em discos anteriores (no Humanos o “mano” Jean dá o ar da sua graça), mas agora foi triste, pq screamo é triste. Isso pq tinham me dito q tinha gutural no disco, ma gutural é gutural e screamo é screamo. E screamo fede. Mas tudo bem, se vc deixar isso de lado, vc consegue gostar de todo resto, pq é o mesmo metal progressivo q eles vinham fazendo (embora tenha um tanto bom de baladas nesse disco novo). E dessa vez, pra agrado daqueles q acham q o Juninho não é adequado, eles têm um vocal de verdade. O Mário Henrique tem uma voz forte pacarai, daquelas no naipe do Coverdale, do Jorn Lande e congêneres. Não, não q pareça, mas é q eles têm aqueles maneirismos de vocalista de rock, e tem um timbre moito bom. Eu tenho certeza que as músicas que o Manga cantava vão ficar foda na voz dele, pq o Manga tinha um vocal mais grave, mas fico curioso pra ver como ele vai cantar as coisas da fase PG.

Outra coisa que eu acho estranha, mas que deve ter a ver com o caráter ministerial da banda, é o fato do baterista que gravou este e o disco anterior,  Alexandre Aposan, não ser membro efetivo da banda. O cidadão é moito bom, dá conta da quebradeira atual do Oficina e aparece um monte no álbum. Eles deviam criar vergonha e achar um baterista fixo pra banda.

Ah sim, antes de terminar, o disco tem 3 faixas em inglês. Faixa em inglês em disco do Oficina não é novidade, mas eu li em uma resenha que dessa vez tava melhor porque o Mauro Henrique tem uma pronúncia melhor. Sinceramente, eu não gostchei tanto assim. Ver brasileiro cantando em inglês a contento é foda, e eu não acho que o Mario Henrique seja tão bão assim. É bonitinho, mas sabe qdo é quadrado demais? Meio q o mesmo erro q o Falaschito comete. Das 3 faixas, uma é uma regravação de People Get Ready, do Curtis Mayfield, e a outra é uma regravação duma música da banda anterior do Mauro Henrique, que é boazinha.

Enfim, o disco é bom, é muito bomm. Eu não ouvi, mas minha filha número 3 ouviu e disse que é bom. Acho que ainda prefiro o anterior, mas talvez seja porque ouvi pouco.

4 Respostas to “Depois da Guerra”

  1. Jeciana Says:

    até q enfim ele ouviu, hein? rsrs Ainda prefiro “O Tempo”…. =P

  2. Doug Says:

    O album ficou muito bom, gostei pacas do novo vocal e das letras. O g3 ainda esta preparando um dvd que promete.

  3. SADRAK SANTOS (MUSICO) Says:

    BOM CARA ACHO QUE TEM MUITA COISA QUE É APENAS COISA COM COISA DO QUE VC’S ESTÃO DIZENDO POR QUE O OFICINA G3 NA VERDADE SE REENCONTROU ESTE ANO PASSADO 2009 PORQUE OS TRABALHOS TAMTERIORES ESTÃO UMA BOSTA PRINCIPAMENTE ALÉM DO QUE OS OLHOS PODEM VER QUE SO TEM UMAS 2 MUSICAS BOAS O QUERO OUVIR NA VERDADE PESO NA BANDA E UM ESTRUMENTAL BEM CONDUZIDO PELOS INTEGRANTES E ISSO É DIFICIL, MAIS O OFICINA
    COM ESTE NOVO ALBUM PARECE TER ENCONTRADO O VACALISTA CERTO POR QUE JUNINH AFRAM NA GUITARRA E MUITO BOM MAIS NO VOCAL E PECIMO… MINHA OPNIÃO…

  4. Jonathan zZZzZZz Says:

    cara, gostei do seu exto.

    mas só falando um pouco sobre o Eletrekustica:

    sim, o álbum é cheio de musicas já gravadas pela banda, mas vale lembrar que ele tem nada menos que 6 músicas inéditas, e musicas muito boas no contexto do disco que não é apenas fazer só mais uma versão acustica das músicas mas trazer uma roupagem mais original. não sou lá muito fã desse disco, mas varias pessoas que conheço que entendem de musica falam que é um dos “discos acusticos” mais originais que já ouviram.

    te aconselharia a dar uma chance pra esse CD, nem que seja só pelas inéditas.

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